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08/08/2006 16:47
O empregador padrão
Uma das promessas de campanha de Luiz Inácio da Silva foi gerar empregos. Muitos empregos. Algo como 10 milhões de postos de trabalho.
Justiça se faça, ele tem se esforçado para isto.
É estarrecedor, mas, revela o professor Ricardo Bergamin, com base nos números conhecidos no mês de junho de 2006 em comparação com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da ordem de 212.591 servidores assim distribuídos: no Legislativo, 7.326; no Judiciário, 9.328; no Executivo (Forças Armadas), 70.287 recrutas; e no Executivo Civil, incluindo-se ex-territórios e o Distrito Federal, 125.650.
Que tal, transformar estes números em dinheiro? Vejam-se, então, os preciosos reais que saem dos nossos bolsos para o provimento destes empregos: o custo total de pessoal da União migrou de R$ 35,8 bilhões, em 1994, para R$ 75,0 bilhões, em 2002, um incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Certo: foi o período de Fernando Henrique Cardoso, o legante da herança maldita, mas com Luiz Inácio da Silva tudo é diferente. Será?
Com base nos números conhecidos até junho deste ano, pode-se projetar um custo total de R$ 112,8 bilhões, aumento nominal de 50,40% em relação ao ano de 2002, ou seja, demonstrando o quanto é realizador, Luiz Inácio da Silva, em apenas 42 meses de governo já investiu (tenha-se a palavra como eufemismo), 50% do que seu antecessor precisou de 96 longos meses para gastar, aliás, investiu.
Aduzindo-se a esses valores também os gastos com pessoal dos estados (5,84% do PIB) e dos municípios (2,67% do PIB), o Brasil gasta com pessoal chapa-branca o total de 14,18% do PIB, ou seja, 38,20% da carga tributária.
Por fim, evidenciando-se todo o brilho de um governo voltado para o bem-estar coletivo, a justiça social não poderia ficar de fora e, a propósito, os números a seguir são eloqüentes: em confronto com os mais de 180 milhões de brasileiros, um contingente de apenas 2.176.468, os servidores da União, que correspondem a 1,18% da população brasileira, detém (5,67% do PIB). Então, para beneficiar os outros 177.823.532 brasileiros, o PIB nacional deverá, mais do que 100%, chegar a 469%. Conta difícil de realizar? Para o governo Luiz Inácio da Silva, não.
enviada por Marcelo Alcoforado
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